segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Por um mundo de mentes livres...


Venho, primeiramente, afirmar que acho a denominação esquerda e direita, antiga e ultrapassada, portanto relutei muito em usá-la, porém parece que tanto quem se denomina esquerda ou direita, tem prazer em se ver como esquerda ou direita, então, se eles se reconhecem assim, quem sou eu para dizer que não são.

Pra começar, algumas pessoas, nessa modinha de esquerda-direita tão século XX, resolveram me ver agora como “direita”, sem que eu, sequer, jamais, tenha me reconhecido como tal ou afirmado que me encontro em tal classificação tão fora de moda pro meu gosto.  

Bem, sobre a esquerda brasileira, tenho pouco a afirmar, ela é “chavista”, podre e sórdida. A corrupção está entranhada em todas as esferas do governo petista, que só fala em bolsa, cotas, bolsa e cotas, que o rico é mau e o pobre é bom. O PT é demagogo, é baixo... Domina a mídia, domina a opinião publica, polariza a sociedade.

Mas o que dizer sobre a direita brasileira? Bem, a direita brasileira é o sonho de toda esquerda. Primeiro, porque vários membros da direita são defensores da antiga ditadura militar, como se apanhar e ser morto pelo próprio governo, aquele que faz as leis e deveria defender o povo dos assassinos, fosse algo aceitável. Segundo, porque boa parte da direita brasileira é, de fato, muito preconceituosa, quer que – como diz o Paulo Gustavo – a faxineira seja sempre faxineira, e a médica, sempre médica, não vêm com bons olhos a igualdade entre brancos, negros, heteros, gays, religiosos e ateus. Também defendem que os “favelados” nunca saiam da favela (wait, isso é coisa do tão "hipocritamente correto" PSOL, que linha tênue, aff, continando... ). Terceiro, porque a direita brasileira, durante seu período de governo, olhou mais pelas empresas do que pela população, olhou mais por interesses que não deveriam ser de governo e, sim, individuais, do que pela segurança, saúde e educação, investimentos em infraestrutura. 

Que prato cheio pra esquerda fazer o que bem entender! Motivos não faltam, boa parte da direita brasileira não se interessa em economia, não se interessa em saber como os países ricos, aqueles que hoje gozam de outro patamar de vida, chegaram onde chegaram, só sabem endeusar a Europa mas não fazem sua parte para que o Brasil mude. Não foi odiando gays, negros e ateus que esses países se desenvolveram, mas sim, abrindo maior espaço para cada um deles, ainda que a xenofobia e o preconceito persistam em muitos países da Europa, é na abertura, na união, que se atinge o desenvolvimento. Afinal, muitos direitistas têm uma mente colonizada, a mente da classe média de países miseráveis. Muitos são preocupados com a aparência, com a filho macho exemplo da família, com a filha recatada que têm em casa, julgam o fora do “padrão”, o diferente deles, esquecem-se que uma sociedade democrática, neoliberal, apesar de todas as criticas que se faz a esse sistema, só se faz com democracia, com igualdade de oportunidades nos estudos e no mercado de trabalho. Basta ler os liberais mais conhecidos e ver o que eles pensam, não existe parceria publico privada, não existe favorzinho do governo para as empresas. Os direitistas esquecem-se que Cuba, URSS, também defendiam família, bons costumes e propriedade, no caso dos últimos, propriedade publica, leia-se, nas mãos da elite politica que comandava a ditadura vigente, a única capaz de manter um sistema desse naipe.  

A direita brasileira é dominada pela incompetência discursiva, é manchada pela sua voz preconceituosa e reacionária que o população brasileira não deseja mais. Se temos uma oposição assim, então não temos oposição, se não temos oposição, temos uma ditadura. O governo brasileiro hoje faz o que quer, manipula como quer, controla como quer. Todos os programas que hoje fazem “pelo povo” são frutos da regra mais básica de dominação de um povo, e foram usadas na história do mundo diversas vezes, tanto pela esquerda quanto pela direita. O governo cria vilões, sejam os médicos, seja a classe média – embora o discurso não ajude e, como falei, seja um prato cheio. A direita não faz nada porque ela mesma se reconhece, ela sente culpa nas costas, ela sente responsabilidade, ela compra o discurso pois ela mesma ainda tem dificuldade de mudar. Nossa esquerda está sozinha, ela dita, ela manda, ela fala - e só fala - o que o povo quer ouvir. Ela jamais se interessou em seguir a cartilha de um país que atingiu o sucesso, ou se diz que se interessa, faz isso criando primeiro toda a burocracia estatal, como aconteceu ao criar uma empresa estatal para construir o trem-bala mas até agora não construiu nada.. ou seja, ela aumenta o problema para depois criar a solução. O Brasil clama por gestores, clama por infraestrutura, clama por saúde, educação e segurança que são, de longe, as melhores politicas sociais, clama por menos vilões, por menos culpados e por mais solução, clama por menos discurso de divida social e mais de crédito social, clama por menos gestores metidos a popstars e mais genios da gestão, afinal, está dificil de aguentar essa “ditadura” petista, muito menos essa oposição pálida e de rabo preso. Nossa esquerda é maquiavélica e manipuladora, já a direita deixa seus preconceitos aflorarem ao invés de mostrarem as verdadeiras ideias sobre o que é, realmente, uma sociedade justa, e justa onde as pessoas possam crescer por suas próprias pernas e o governo dê o suporte sem deixar a mesma dependente, sem comprar-lhe o cérebro, sem comprar-lhe o resultado da próxima eleição.  

Nossa direita e nossa esquerda se misturam, se misturam na sordidez do discurso, na falta de compreensão da opinião oposta, na falta de apego pela democracia. Afinal, uma ideologia que quer dominar, que quer vigorar, ela precisa se impor, e a melhor forma de fazê-lo é reprimindo ideias opostas. Eu só defendo uma, a livre expressão, que é necessária para que todas as outras existam; não sou direitista pois, na minha visão, a direita tem um pensamento hipócrita e nojento, não sou de esquerda, pois me recuso a ter um pensamento ainda mais hipócrita e nojento para refutá-lo. Não sou nenhum dos dois, pois essa denominação caiu em 1989 junto com muro, pois após esse longo texto chega a conclusão de que esquerda e direita são apenas dois grupos que pensam que a sociedade é uma partida de futebol e a população é a bola. Existem ideias, mas tambéma existe um mundo lotado de diversidade concreta que necessita de respeito, respeito esse que vamos conquistando desde o iluminismo e que vem sendo ameaçado por muitos justamente que reinvindicam esse respeito, no melhor estilo Jacobinos da Revolução Francesa. É pela liberdade que deve-se lutar até o fim, pois só assim chegaremos próximo de ideal de felicidade que o ser humano tanto vislumbra e sempre vislumbrou. 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um breve histórico

Pretendo ser breve dessa vez, breve o suficiente para poder dormir em um horario aceitável levando em conta que essa é uma madrugada de domingo. Escrever, pra mim, ainda é algo muito prazeroso, embora eu quase não o faça no blog. Tenho poucos seguidores, afinal o blog anda parado, e isso acaba me desmotivando mais.

Bem, minha vida não mudou muito. Na essência, sou eu. Sou o mesmo menino que nos recreios já andava solitário refletindo sobre a vida. O meu maior defeito, com certeza, é pensar em demasia, isso é a fonte de todos os problemas. Passam-se anos, passam-se experiencias, passam-se duvidas, resolvem-se questões e aparecem outras, porque minha mente curiosa jamais pode parar de se perguntar. Não estou no mundo para agradar ninguém, e percebi que sempre que tentei isso, falhei amargamente... Não é cliché ou repetitivo dizer que é melhor ser você próprio, com todos os seus defeitos malucos e inexplicáveis, mas também grandes qualidades, do que ser uma grande mentira. Foi a grande mentira que tanto atrasou meu crescimento pessoal, foi a grande mentira que sempre fez com que eu me achasse um perdedor durante muito tempo. Quando eu me livrava de uma, sempre aparecia outra, e outra. Com frequência, ainda esbarro com algumas, aquelas mais presas e difieis de se livrar. Minha vida não mudou, continua sendo longe, muito longe daqui, pois eu, na verdade, mentalmente, nunca estive em apenas um lugar, eu sempre estive no mundo, e sempre pensei nele como um grande conjunto interligado. Já não ligo para o que é perto ou longe fisicamente, pois para mim, tudo está a distância de um fechar de olhos.



domingo, 30 de junho de 2013

Se eu não disser...

Se eu não disser que ando um tanto desanimado ou desestimulado a escrever, estaria mentindo, ou no mínimo omitindo uma sensação que me passa há um bom tempo. Não, eu não tenho a obrigação de escrever aqui, mas eu poderia dizer que zilhões de idéias que passam na minha cabeça poderiam ser registradas e não o são, simplesmente pois deixo de lado, e elas se perdem... A maioria delas são ligadas ao tema do blog, eu diria que o tema do mesmo é amplo, assim como é minha profissão, e eu acabo dando pitaco nas ciências próximas da geografia. Antropologicamente, sociologicamente, etc etc etc.... Outras questões são de cunho pessoal, mas eu acabo, por fim, dando o mesmo enfoque social, antropologico haha. É, já sofri, já aprendi, já sofri de novo, já aprendi de novo.. na vida, ninguém te dá um sorriso de graça, e se você o fizer, também não espere retribuição. Apenas ame, apenas se deixe levar, ou apenas fique parado caso as aguas estejam calmas. Confesso que, por vezes, sinto falta dessa retribuição, parece que o tempo passou e as pessoas ficaram mais insensíveis. Bobagem, só parece, só se passaram 3 anos, 3 anos para uma rocha não é nada, e para uma pessoa, é pouco, ou as pessoas viraram rocha. Sei lá, delirar e escrever foi o que fizeram diversos poetas, e desses devaneios até que surgiram belos escritos. Tem horas que dá vontade de não parar mais de viajar, conhecer todos os lugares possiveis em um curto espaço de tempo.... (esse rascunho ficou parado e inacabado por semanas)...

Recomeço agora, dia 30/06/2013. Viajar para mim é um modo de vida, é um sonho, conhecer novas culturas, ouvir outros idiomas, experimentar novos hábitos. Existe um livro de auto-ajuda, chamado "Mudança de hábitos", algo assim, não lembro exatamente o título, pois apenas li algumas páginas na livraria uma vez, e me lembro das poucas páginas que li, que a grande reviravolta na vida da autora, que faz do livro uma auto-biografia que começa após um noivado fracassado e um período de profunda depressão, se deu quando ela começou a fazer novas viagens.. Ela tomou coragem e meteu a cara no mundo, viu que esse mundo ia muito além de sua vidinha, de seu noivo, de sua cidade.

Um grande sonho meu é fazer intercâmbio, na França ou no Canadá/Irlanda, mas preferencialmente na França, que pra mim é um país de contos de fadas, encantado por suas cidades históricas, sua cultura, seu lindo idioma, que venho tentando aprender desde 2011, embora não seja muito fácil. Gostaria muito de poder viver e experienciar uma nova cultura assim que eu me formar, acho uma experiencia unica, que te dá coragem, faz crescer, amadurecer... Sul da França, já imagino a cidade, as pessoas falando o idioma perto de mim, o aspecto da cidade, Montpellier, quem sabe, novos aromas, gostos, gente... Eu me enrolando com a cultura, cometendo gafes, aprendendo em cima disso, convivendo com outras mentalidades, sentindo, vivendo, vendo, tocando, falando, escutando esse novo mundo todos os dias. Voltando lá para o inicio do post, que escrevi em algum dia que não me lembro quanto, e aproveitando o gancho, não tem nada mais antropologico do que isso.

Sempre, desde pequeno, eu tive dificuldades em lidar com as questões e sempre vi o recomeço como a melhor alternativa. Não que eu abandonasse tudo e todos da minha vida antiga, mas eu procurava reconstruir outra perspectiva em cima da anterior, que por vezes me decepcionava... Foi assim, e sinto que está sendo querendo ser assim de novo. Nossa vida tem altos e baixos, começos e recomeços, e nada melhor que um recomeço para deixar o que havia antes mais bonito. Acho que todo o ser humano deveria ter esse direito, não importa a idade, posição social, sexo... viver é isso.


sábado, 1 de dezembro de 2012

O ser geógrafo

Como o meu perfil bem destaca, sou estudante de geografia. Geografia é uma bela ciência que tenta, através de uma visão sistêmica e holística, entender os diversos fenômenos físicos e humanos que ocorrem na superfície terrestre e uso o território e a dimensão espacial como ferramenta principal para compreende-los. Tá, enrolei um pouco mas acho que ficou claro kkkk
De qualquer forma, poucos geógrafos sabem exatamente seu papel... Pra mim, deixando as discussões epistemológicas para Ruy Moreira e outros intelectuais da área, ser geógrafo abre a mentes, faz pensar grande e extingue as fronteiras. As distancias se tornam menores e o mundo todo está na palma das nossas mãos.. Conseguimos compreender por que a sociedade se configura de certa maneira no tempo e no espaço e que caminhos podem ser seguidos daqui para frente. Diminuímos nosso preconceito e nosso julgamento em relação a outros modos de vida em outras regiões do Globo pois temos conhecimento de causas antropológicas para tal, que também vale para nós mesmos. Enxergamos a globalização como um fenômeno que cria uma grande rede de informações e dados, fazendo o mundo do geógrafo passar de pequeno, para  ainda menor. Porém, não há barreiras de pensamento e de idéias, fazendo nossa mente ser maior do que o próprio mundo e sua capacidade as vezes limitada. 

Faça a diferença!

Bem, primeiramente, venho a pedir desculpas pelo longo período sem postar nada aqui, eu de fato andava desanimado e sem saco para escrever no blog, também pelo fato de eu ter tido poucos seguidores e poucos comentários nas postagens. Mas hoje eu vejo que isso é culpa minha por ter desistido e praticamente abandonado o projeto, afinal, quem vai se interessar por um blog abandonado e desatualizado? Eu nesse período tentarei organizar melhor o meu tempo e, a partir daí, poder dedicar um certo tempo para este blog,  e postar nele periodicamente, bem, pelo menos é o meu desejo.... Para tal, eu diria que preciso adotar uma linha um pouco mais pessoal nos meus textos - digo isso pois em muitos (ou mesmo na maioria dos momentos) eu acabo sendo imparcial e não doto de personalidade os assuntos que abordo - bem, eu diria que até faço isso as vezes, mas menos do que eu deveria. Existem muitos conceitos e idéias que eu ainda não abordei aqui, e que eu preciso e devo publicar, pois essa é a minha visão de mundo e ela pode, sim, influenciar para melhor, na minha perspectiva, as mentes de outras pessoas. Não quero ser um influenciador dominador, já que muito do que sou e penso hoje também foi moldado por idéias de outras pessoas, pois a vida é feita dessa troca e desse intercâmbio de opiniões, onde é melhor ser "uma metamorfose ambulante do que ter uma opinião formada sobre tudo". Ao meu ego isso nada interfere, só tendendo a um crescimento e amadurecimento maior das opiniões. 
Já que é para colocar o próprio rótulo no mundo, a melhor forma de fazê-lo é externalizando seu modo de entende-lo sem medo de palavras contrarias... Só de viver num país democrático, eu já posso me considerar uma pessoa de sorte, já que a democracia me dá esse direito de ser um sujeito com voz ativa na sociedade. Se alguém realmente deseja fazer a diferença, ela terá que ser mais do que pertencer passivamente. Não vou negar que tenho, como qualquer outra pessoa, medo de rejeição, maledicências e até mesmo da indiferença, o silêncio as vezes nos sufoca por as vezes querermos respostas rapidamente que não podem ser respondidas ou não devem ser respondidas, em certo momento. Venho, por meio desta página, dar a minha pequena - bastante pequena, mas significativa - contribuição na formação de idéias esclarecidas e criticas sobre a sociedade e o nosso meio de vida, numa visão que, pelo menos tentar ser, atualizada e dinâmica. Peço que todos tentem, de alguma forma, fazer o mesmo, e contribuam para um planeta mais rico em idéias e menos submisso a determinismos e padrões estáticos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A tão falada crise na Zona do Euro

Olá pessoal. Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo longo tempo (praticamente um ano), sumido do blog, é que de fato eu fui fazendo outras coisas, com outros projetos e acabei deixando o blog meio de lado, mas aproveitando o feriado da Pascoa, reavivo isso aqui e pretendo continuar postando, pois ainda gosto bastante de escrever.



Bem, o site tá meio desatualizado e um dos temas mais pertinentes agora é a crise na zona do euro. Eu continuo bem atualizado sobre isso, vejo programas a respeito, tento acompanhar ao máximo, até por que a dinâmica dos países da região me interessam muito. Toda essa postagem é uma opinião bem pessoal, portanto sinta-se livre para comentar e discordar. Acredito que muitos países ali (não todos) colheram do que plantaram... Espanha, Irlanda, Portugal e especialmente a Grécia, ao ingresssarem a União Européia e postariormente ao Euro, receberam um volume de capital grandioso para que colocassem suas economias no mesmo patamar dos países mais ricos do bloco, e assim pudessem se equiparar a eles ingressando numa união de livre comércio, moeda e circulação de pessoas, que sem essa injeção de capitais não seria possível.

A Irlanda foi sem duvida a mais bem sucedida, conseguindo elevar muito seu padrão de vida e tendo hoje a renda per capita maior que a de países muito ricos como a Bélgica. Pois bem, gastou-se muito, investiu-se muito, mas não se pensou em equilibrar as contas públicas, o dinheiro foi farto, mas as despesas não controladas acabaram criando uma bolha de dívida para os países suprassitados. A Grécia é o exemplo mais crítico, o estado gastou desenfreadamente... vocês se lembram das Olímpiadas de Atenas em 2004? Pois bem, a farra de obras e superfaturamento foi uma das facadas nas contas do país, que pagou quem sabe 20 ou 30 bilhões de Euros para a realização dos jogos. Dinheiro esse que, convenhamos, com todo o turismo e investimentos que pode ter atraído, não teve um retorno compensador. 6 anos depois, o país mergulhou na maior crise de sua história, demitindo cerca de 150 mil funcionários públicos, um número que impressiona para um país de 10 milhões de habitantes.

Solução para esses países? Austeridade. Mas a austeridade tem seu presso amargo, antipático.. arrocho salarial, previdenciario, cortes de benefícios, cortes de investimentos em vários setores da economia, retirada de capitais estrangeiros por medo de calote por parte do governo que não tem dinheiro para pagar suas contas, altos níveis de desemprego, mergulhando os países numa crise não só economica como social e fazendo a coisa ficar aguda. Mas, se a crise é da divida.. (alguns pensam) por que o governo simplesmente não deixa de paga-la e gasta suas finanças em tentar melhorar a situação financeira do povo? A Grécia já faz isso com ACORDOS que já perdoaram mais da metade da dívida .. eu disse bem, acordos que disfarçam o calote. Vale a gente ressaltar que um calote declarado, no sentido mais literal da palavra, criaria uma convulção nos mercados, uma crise generalizada no Euro, pois a moeda unica cria um efeito dominó nos outros países, além de uma fuga, aí maciça e quase total de investimentos na Grécia, mergulhando o país num caos ainda maior. A Argentina é nosso bom exemplo de 11 anos atrás... Portugal, Irlanda, Espanha e Itália se equilibram em cima da corda bamba para não pedirem perdão da dívida, o que causaria mais mal estar internacional, criando 'apenas' o mal estar interno da austeridade. E da-lhe austeridade. Tais países também vêm privatizando tudo que podem e muitos chineses xing lings vêm comprando empresas, zonas agrícolas e se dando bem no negócio, aumentando seu poder e influencia pela europa adentro.

Sim, na minha humilde opinião, a Europa daqui a uns anos se recuperará, mas terá que engolir muitos sapos chineses (não só chineses.. ), agora influentes e poderosos, e terá aposentados e cidadãos menos dependentes do governo, tendo que se virar mais sozinhos... o tapete vai ter que abaixar...Já os governos com as contas em ordem, por mais que o povo fragilizado e consumindo pouco, aos poucos ganha crédito internacional, os investimentos vão voltando, a receita vai subindo e ele pode, novamente, gastar mais (vamos ver se dessa vez faz isso com responsabilidade fiscal)... processo que pode ser bem mais facilitado pois toda a infra estrutura já existe, além de um povo especializado e com nível de educação elevado. Convenhamos, é mais facil se reerguer tendo um passado rico do que se erguer com um passado pobre, tendo que começar do zero, como vêm fazendo mtos países asiáticos e os BRICs (com exceção da Rússia), basta que a crise não dure muito tempo e não deteriore tudo que já foi feito..


sábado, 27 de agosto de 2011

Coréia, um abismo entre dois mundos e um só povo

Olá pessoal! Bem, primeiramente gostaria mais uma vez de me desculpar por ter diminuido o ritmo das postagens, projetos para colocar aqui tenho vários, só está faltando coloca-los em prática, mas cedo ou tarde colocarei hehe
Hoje gostaria de falar um pouco sobre a Península da Coréia. Até os anos 50 existia no local um único país, com lingua e cultura próprias. Aí veio a Guerra Fria, URSS de um lado, EUA do outro.... enfim, simplificando, acabaram dividindo o país em dois pedaços que se transformaram em dois países, um deles socialista e o outro capitalista, não sendo permitido o fluxo de imigrantes entre os dois. De uma hora pra outra, um único país se fragmentou e cada parte se isolou para um lado, fazendo com que cada qual constituísse uma identidade própria que até então não fazia sentido.

Hoje, são dois dos mais interessantes exemplos tanto do socialismo quanto do capitalismo. Até os anos 70, a Coréia do Norte dentro do modelo soviético se mostrava mais rica e bem sucedida que a parte sul; porém, a partir desse momento até os dias de hoje, a economia da Coréia do Sul sofre um boom que criara uma enorme diferença e fez com que hoje o lado capitalista se mostre infinitamente mais rico e dinâmico. Um dos maiores trunfos, dizem os sul coreanos, foi o investimento em educação. Um país outrora pobre coloca todo o seu foco em criar mentes brilhantes que criassem e construíssem um novo país. Apesar do efeito colateral de maior valorização de certas áreas do saber em detrimento do outras, os sul coreanos de fato conseguiram transformar seu país. Hoje, quase 100% da sua população é alfabetizada. Através dessa revolução educacional, o país criou tecnologia e se tornou exportador de produtos de alto valor. O que se pode constatar, por exemplo, com a enorme quantidade de marcas norte coreanas no mercado brasileiro, dentre elas a Hyundai, Kia Motors, LG e Samsung. A Coréia do Sul se transformou, da fato, em um novo Japão, porém um pouco menos rico, menos metódico e mais "latinizado", se assim se pode dizer de um povo carismático para os padrões orientais. Na música, ocorre outro grande revolução e nesse caso, uma americanização, com bandas pop criando canções e clipes bastante inspirados no estilo norte-americano, porém um pouco mais exagerado e com maior produção dos cantores, seja nas roupas, seja nos cabelos ( muitas vezes aloirados a moda européia ), etc. Este estilo, hoje conhecido como K-Pop ( Korean Pop ), é bastante popular na Ásia e inclusive fora dela.




                                 Centro financeiro de Seoul

As cidades experimentaram grande enriquecimento e aumento do consumo, um bom exemplo é Seoul, a capital do país. Edifícios empresariais foram erguidos pela cidade e grande avenidas foram abertas, em uma remodelação do plano urbanístico, com destaque para a criação do parque de Cheonggyecheon, que consistiu na abertura de um moderno espaço público as margens do rio de mesmo nome em um área anteriormente bastante degradada com habitações de palafita. Ao redor existem modernos prédios comerciais, com arquitetura que lembra bastante o design japones contemporâneo de edificações. Na verdade, a modelo urbanístico sul coreano hoje é bastante parecido com o japonês, com a ressalva de que as cidades coreanas possuem grandes quantidades de prédios de apartamentos em blocos e as casas são, principalmente nos bairros mais nobres, mais amplas que suas semelhantes no Japão. Outro interessante exemplo da pujança e união entre os dois países foi a Copa do Mundo Coréia - Japão, em 2002, que mostrou ao mundo em um evento impecável, a riqueza dos dois países mais desenvolvidos da Ásia, lado a lado.


Do outro lado da fronteira está a Coréia do Norte, que tem como vizinhos seu irmão gemeo capitalista, a China e a Rússia, antiga URSS. Depois da dissolução da União Soviética e consequente queda do regime socialista no final dos anos 80, a Coréia do Norte perde seu principal aliado e parceiro, ficando isolada ao lado da China que com o tempo acabara por adotar uma economia de mercado, tornando as economias de ambos os países muito distintas. Ainda assim, a China hoje se apresenta como comunista e costuma ajudar do alguma forma a Coréia do Norte, com alimentos, tecnologia, etc... e a elite do país, quando faz alguma viagem internacional, costuma ser para a China. Salientando que pouquíssimos são os norte coreanos que têm a chance de sair de seu país, afinal o regime por lá é extremamemente fechado. Uma sociedade pouco religiosa, onde na verdade o objeto de adoração é o falecido ditador, Kim Il Sung, que governou o país de 1948 a 1994. Mesmo falecido, o "Grande Lider" - como é chamado - é até hoje considerado o presidente do país pela população local e a ele são atribuidas todas as benfeitorias e quase todas as invenções que a sociedade norte coreana conhece. Hoje quem governa é seu filho, Kim Jong-Il, chamado de "querido líder" pelos habitantes locais e conhecido internacionalmente por seus polêmicos testes de bombas nucleares, o que isolou totalmente a Coréia do Norte do resto do mundo. Há escassez de alimentos e energia, mas o governo parece só investir em gastos militares.... existem boatos de ondas de fome no interior de país e campos de concentração para onde vão milhares de opositores do regime.

A capital do país, Pyongyang, é caracterizada por seu modelo urbanistico socialista, com grandes blocos residenciais todos iguais no estilo soviético e aquele aspecto cinza, formal, segmentado e com imensas avenidas. Imensas.. alias... para os pouquissimos carros que transitam pelas ruas, pois por lá só a elite  possui carros particulares, geralmente presente do governo. Esta cidade, porém, por ser capital, tem o privilégio de ser servida pelo fornecimento de eletricidade durante as 24h horas do dia, pois em todas as outras cidades do país a energia elétrica é cortada de meia dia ás 6 da manhã, se nao estou enganado. 


Tipica rua de Pyongyang

                                          Espetáculo mostrando a inacreditável disciplina deste povo

Pyongyang possui uma eficiente rede de metrô. Nas escolas o ensino é mais do que puxado, quase 100% dos habitantes estão alfabetizados como no país irmão capitalista ao sul, e as crianças ensaiam para um coral - no caso das mais afortunadas - que é apresentado como um grande evento ao final, de fato é espetacular, a apresentação delas é irretocável, nem parece que são apenas crianças.. até por que as pessoas são levadas um modo militar de ensino, de criação, perfeccionismo, que embora não seja tão diferente assim do modelo educacional de sua vizinha sulista, é pautado basicamente no culta ao "grande líder" e uma alienação tão grande que espantaria inclusive os sul coreanos. É um país extremamente metódico, onde todos são, ou deveriam ser aos olhos do governo, literamente iguais ( excetuando-se a pequena elite que compõe a cúpula do governo, sem fazer piada com o fato de serem parecidos por serem orientais : P ), devem pensar igual, agir igual, baseando todos esses aspectos no constituição de família e assim dar seguimento as novas gerações, e sempre exaltando a figura de seu líder supremo, Kim Il Sung, claro.

Por lá, não existe o inato, exite o socialmente construído.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Devendo ao limite

Olá pessoal, gostaria de me desculpar pelo tempo ausente de postagens no blog, é que além de estar meio enrolado na faculdade ainda estava sem idéias e um pouco cheio de coisas na cabeça.


Bem, quem que goste de geopolítica não ouviu falar no grande dilema em que vive os EUA neste momento? Se o limite da dívida pública do país mais rico do Mundo não for elevado, este deixa de pegar seus credores e pode dar início a um colete histórico, nunca visto e que pode levar o mundo a uma nova recessão. A cede dos republicanos é imensa, eles querem deixar o assunto para ser resolvido no último minuto ou quem sabe nem resolvê-lo. É muito simples para eles, pois são oposição e se o país afundar na crise novamente, o povo sempre tende a votar de novo na oposição achando que tudo é culpa do governo, ou seja, o Obama não se reelege em 2012. Mas a que custo eles teriam coragem de faze-lo? Um país enfraquecido seria ruim para todos, a credibilidade é um orgulho para os norte-americanos, pois não existe praticamente investimento mais seguro do que investir em títulos da dívida desse país.

Os republicanos jogariam tudo fora? É fato que nos EUA os mais ricos pagam poucos impostos e que a desigualdade está se acentuando, mas os novos políticos eleitos da extrema esquerda se recusam a cobrar mais destes para diminuir o deficit nas contas que o próprio Bush filho ( REPUBLICANO! ) fez, soa até engraçado. Obama terá que ter muito jogo de cintura, mas um calote seria ruim para todos, cortar pensões e programas sociais também não seria correto num momento em que o povo está muito dependente destes benefícios, já que a economia está enfraquecida e o desemprego está alto. O governo como poder legislativo tem artifícios jurídicos para criar emendas e medidas provisórias em tempo para elevar quem sabe o teto do endividamento e mais importante, estudar muito bem onde cortar os gastos! Acabar de vez com as frentes da guerra no Afeganistão e diminuir mais ainda os custos militares exorbitantes deixados pelo governo George W. Bush.

Por fim, aumentar impostos dos mais ricos, embora isto seja muito mais complicado com a oposição em maioria no congresso, e assim equilibrar a balança fazendo a dívida se estabilizar e quem sabe até diminuir. O que os americanos precisam é ter consciência da situação e não achar que tudo é culpa do governo, falta um certo pulso de líder e negociador do Obama para conduzir uma situação tão delicada, mas uma negociação da oposição que também é culpada por essa situação precisa ser feita num tempo recorde. Caso contrário, é bom o yankees acordarem e darem novo rumo a sua política em 2012, colocando políticos mais moderados e negociadores no poder, afinal um partido que pensa que o governo de um país é o problema não deveria nem existir. Uma economia forte, onde o povo é empreendedor, livre de altos impostos e que faz o país crescer junto com as contas governamentais equilibradas é uma coisa, outra bem diferente é uma economia forte porém em decadência, onde o povo não tem acesso a certos serviços básicos, onde os ricos livres de impostos compram jatinho, o que não desenvolve em nada um país economicamente, onde o governo está com as contas no vermelho e o povo que não arranja empregos, não está conseguindo investir e ser empreeendedor da maneira que gostaria por conta de todos os motivos anteriores.